quinta-feira, 29 de julho de 2010

29/07

Sua voz me guia na escuridão.

Quando acho que tudo está perdido, de repente de algum lugar eu ouço sua voz, cantando minha música preferida.

Primeiro sua voz estava leve, calma e baixa. Acalmou meu coração, diminuiu meu desespero.

Depois sua voz ficou encantadora, tentadora. Me fez esquecer os problemas e me embalou na canção. Fiquei com vontade de cantar junto, mas por mais que minha voz fosse afinada não iria ser tão envolvente. Preferia apenas fechar os olhos e ouvir.

De repente sua voz ficou grave, desejosa, urgente. Cada palavra era dita com força, como todo aquele desejo imposto. As palavras faziam sentido e ficavam mais claras. Sentindo aquela sensação de compreensão.

No canto do quarto sento e começo a entender porque ouço sua voz, que num momento inesperado me faz sentir conforto e felicidade momentânea, porque infelizmente nada dura para sempre. É como uma mensagem pra me confortar nas horas em que ando tão down.

Uma melodia que te dá tudo que você poderia desejar! Mesmo que por pouco tempo no relógio, mas pra eternidade na consciência! Uma mensagem de conforto para abrir seus olhos e te mostrar que o escuro que você vê não é nada, ou que nada pode se comparar diante de tanta coisa que está por vir.

Acompanhando a letra, mesmo tão ocupada, mudando de assunto! Para alguém que um dia você espera aparecer na sua frente, pra lhe dizer segure minha mão, eu sou o teu porto seguro! Pode caminhar diante do abismo de olhos fechados, porque antes que caia, estarei por perto para apartar tua queda! E se cair-te, te levantarei imediatamente!

E no clímax dos meus sonhos em nossas veias, em nossos olhos, os círculos do medo, Eu apego-me a você tão frio tão brilhante. De faces imóveis, paradas na inutilidade, na pálida tristeza eu fico seguro e calmo!

-

Comecei o texto e ele foi finalizado pelo nada mais nada menos Eric Pherson, vulgo Kabum. ( http://toquedomal.blogspot.com/ )

Ênfase em uma frase que grudou: "...que o escuro que você vê não é nada, ou que nada pode se comparar diante de tanta coisa que está por vir."

Ouvindo enoluquecidamente "Moon On The Water (full Moon Sway) - Beck" e "Angels - Jack Johnson"

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Já fui

(texto velho)

Já fui mais sorridente, já fui mais segura, já fui mais besta, já fui mais paciente, já fui mais calma, já fui muito tímida. Já fui trabalhadora, já fui princesa, já fui anjo, já fui peste, já fui loira, ruiva, morena, já fui do norte, do norteste, do sudeste. Já chorei, já ri, já fiz poesia, já magooei. Já amei, já odiei, já corri e rodopiei no meio de um shopping como criança. Já cantei no meio da praça, já tomei caldo na praia. Já disse que te amo, já disse que te odeio. Já fiz pedido pra lua, já me contentei com o calor do sol na falta do seu abraço. Já quis te esquecer.

Hoje só quero ser tua.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

22/07

Os dois sentaram na grama, como se fosse o melhor lugar do parque. Lá podia-se ver tudo e ninguém conseguia enxergá-los. Ela olhava constantemente pro horizonte alaranjado como se de lá conseguisse uma resposta. E ele distraído como sempre, com a coca cola na mão observava as formigas passearem perto dos seus pés.

- Eu sou estranha. - Disse ela.

Ele a olhou atentamente tentando decifrá-la, mas como sempre seu sorriso estava intacto , mas seus olhos estavam vazios.

- Por que acha isso? - Ele falou.

Uma lágrima forçou a correr os olhos dela, mas ela não queria parecer fraca.

- Gosto de quem não me quer, e machuco quem eu gosto. Como se eu fosse predestinada
a ficar sozinha.

Ele não sabia se ficava triste pela declaração óbvia de que ela não gostava dele ou se ficava feliz por ela confiar tanto nele pra dizer essas coisas.

- Isso não é ser estranha, isso é ser humana. Do mesmo jeito que quem eu gosto não me quer.

Ela o encarou pela primeira vez desde o começo da conversa. Olhar nos olhos dele fazia com que os seus problemas sumissem, e ela queria que eles ficassem constantes naquele momento na sua cabeça, pra poder descobrir tudo.

- Como é essa garota? - Ela falou numa voz quase inaudível.

Ele se assustou de início, mas logo voltou a sorrir pensando se valeria a pena ser sincero ou não.

- Ela é doce. - Ele falou pausadamente - Sempre foi muito alegre. Mas é uma alegria incomum, é contagiante. Ela é linda, pelo menos aos meus olhos. Tem uma pele macia, tentadora a ser tocada. É tão desastrada quanto eu. A voz dela pra mim soa como música. É delicada, mas ao mesmo tempo forte. O que me intriga apenas são seus olhos, que nem sempre entra em conjunto com seus sorrisos.

Sem perceber ela desviou o olhar. Seria ela? Ela lembrou que ele tanto perguntava o porque daqueles olhos tristes. Como isso era possível? Por que ele nunca demonstrou?

- Mas deixando de falar dela, como é o seu?

Por onde começar? O que falar? Até que veio uma idéia. Segurou discretamente as mãos dele ainda olhando pra baixo.

- Ele tem uma brabeza engraçada. - Ela sentiu ele apertar a mão dela - Sempre que chega perto de mim, parece que vigia todos os próprios passos para não me machucar ou algo parecido. - Ela olhou o rosto dele que tanto parecia surpreso como feliz, indicando que realmente era ela. - Ele tem uma beleza incomum, uma beleza que se destaca. Tem um sorriso lindo, que me cura. - Ele segurou o rosto dela. - Ele tem um poder incrível sobre o meu humor e meu pensamento.

Houve um silêncio.

- Mas o que me incomoda é o porque que eu sempre achei que ele não me notava.

- Impossível não te notar. - Ele disse antes de beijá-la.

Ela tinha se esquecido como era se apaixonar, e aquela sensação lhe preenchia de um modo que faria tudo pra ficar daquele jeito pra sempre.

Depois do beijo ele distanciou e esperou ansiosamente ela abrir os olhos. Quando ela abriu ele percebeu que aquela solidão escondida havia sumido, e ele acabara conhecendo um novo olhar. Um olhar de amor.

PS1 : Tem coisas que eu não sei descrever, tem coisas que eu não descrevi bem, mas o que importa é que eu tentei.

PS2 : Para os chatos fofoqueiros, isso é ficção. (aproveita agora e vai cuidar da sua vida)

PS3 : Esqueci de escrever no outro post, mas quem quiser escrever continuações dos meus posts, ou até textos próprios pra eu postar aqui, só mandar pro e-mail pequenaori@hotmail.com

Embalada por Bazar Pamplona - Era dela. (O sorriso que ela abria era a coisa mais bela. As canções eram dela pra ela cantar, e o mundo se espremia pra ver ela na janela. As minhas palavras eram dela.)
*sonhandocomalguémcantandoissopramim

domingo, 11 de julho de 2010

11/07

Fecho o olho. Persigo uma gota d'água. Ela sai da nuvem, entra em uma decida brusca sem para quedas, e aterrisa intensamente em algum lugar. Lá, ela espera o tempo que for para evaporar e retornar a nuvem.

Minha metáfora é que somos representados pela gota d'água. A nuvem é aquele lugar, aquela pessoa, aquele tempo que tudo estava perfeito. A queda é aquele momento que você vê o seu mundo desmoronar. E por final o baque é o momento que você crê que nada mais tem sentido, e você apenas espera sumir, até que evapora.

Terá sempre o vento pra prolongar a sua queda e sempre terá algo que o incentivará a evaporar rápido. Mas quando você "evapora", tem sempre a nuvem pra te acolher.

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EDITADO

Feliz um ano de blog. Iupi o/

quinta-feira, 8 de julho de 2010

08/07

Nunca fui muito fã de certas músicas, mas sempre respeitei por que sempre tem alguma pessoa no mundo que gosta delas, e se o objetivo principal de uma música é nos entreter, por que marginalizar certos estilos de música, certo?

E uma outra teoria minha é que em todos os estilos de música vai ter pelo menos uma música que vá me agradar.

Mas isso não é o que eu queria falar.

Eu queria falar na verdade de uma crítica. Ou melhor, eu queria criticar uma crítica.

Tem músicas que quando ouvimos é como se fosse a melhor coisa do mundo, nos alegrando, nos lembrando de situações boas, ou até mesmo ruins. Mas você é você, e eu sou eu. O que te faz pensar que colocar aviões do forró no máximo do volume do lado da minha casa vai alegrar a alguém que não seja você? Ainda mais num domingo, dia gostoso de descansar, de ficar em casa, de se curtir comendo uma bela e gordurosa pizza.

E você que fica no onibus com o celular tocando música da sua religião no topo do volume? Não pensa que pode ter um ateu no onibus? E que ele não vai se ligar a letra da música que você acha linda? Que ele só vai ficar imaginando uma cena deliciosa dele pegando o seu celular e tacando janela a fora?

E o mais importante, o que faz você seu trouxa, pensar que por que você gosta de um estilo de música todo mundo tem que gostar? Tem agora os coloridos que gostam de um certo estilo, que pra mim é tão estranho quanto meu vizinho que ouve aviões do forró, mas nem por isso eu espanco, xingo, brigo, aterrorizo por causa disso. As vezes até brinco, fico dançando o forró estranho aqui em casa, uma das coisas que faz minha mãe rir.

Então, por que você seu trouxa que reclama tanto do pirralho sem noção que coloca o funk dele no último volume não compra um fone pra você, liga no seu celular/mp4 e sinta-se feliz com a sua música preferida? Ou se você é mais radical, por que não compra um daqueles fones de 1 real e começa a distribuir pelos onibus a fora?

Seja feliz. Tenha paciência com quem ouve estilos estranhos, procure uma semelhança entre vocês, para de ser egoísta, curta a diferença e descubra coisas novas. Seja eclético. E para de me encher o saco!

Continuação do texto "02/07"

Como eu sempre fui péssima pra terminar textos, um amigo meu acabou escrevendo esse "final" do texto daqui de baixo...e ficou legal o/. Taí:

Chegou o grande dia, para ele um dos dias mais importantes de sua vida: O dia de conquistar a mulher de sua vida. A ansiedade lhe consumia por dentro, ele suava, estava nervoso e tremulo, com medo de errar, falhar ou de por um acaso ser grosseiro.
Ficou com uma grande dúvida na hora de se vestir. Estava com medo de se arrumar de mais e ela ir simples e bem a vontade, ou do contrário acontecer.
Vestiu umas 10 combinações de roupas diferentes e decidiu ir com uma simples calça jeans e uma blusa social, para não parecer tão sério e nem tão simples.
Se perfumou pouco para ela não se incomodar com o perfume. Chegando ao local combinado, ela se atrasou um pouco e milhões de coisas nesses pequenos dez minutos que se passaram,passou na cabeça dele. "Será que ela desistiu? Será que ela ficou com medo de mim? Será que ela não vem?". Já desesperado olhando de um lado para o outro, como um leve suspiro em seu ouvido ele ouve aquela mesma voz que lhe cativou dentro daquele trem.

-Oi

Em uma velocidade incrível ele olha para atrás para procurar ela, e com um lindo sorriso ela já o observava há alguns minutos, acompanhando a ansiedade dele.

-Oii - ele diz - Você está linda! - um simples elogio que arrancou do rosto dela um lindo sorriso.

-Obrigada

Ele meio que sem jeito observa ela com cuidado para não parecer grosseiro, e vê que ela vestia um lindo vestido até os joelhos que mostravam o quanto ela era simples e maravilhosa. Os dois caminhavam em direçao ao cinema calados e tímidos, como duas crianças. Chegando lá uma das piores dúvidas ficou na cabeça dele: "Qual filme escolher?" Ele pensou de imediato em assistir um filme mais romântico achando mais adequado a ocasião. Depois de um silêncio desde o encontro na praça, ela diz:

- Vamos assistir qual?

- Não sei, pode escolher. - "Tudo menos terror",ele estava pensando sem parar, pois ele sentia um certo medo.

- Humm então eu gostaria de assistir esse aqui. - ela apontou justamenta para um cartaz de filme de terror.

Ele prontamente aceitou como se fosse super normal para ele. Durante o filme, quando foi chegando na hora do suspense, o coração dela começou a gelar e o medo tomou conta de todo o seu corpo. Ele vendo isso apenas segurou a mão dela para não querer ser abusado. E cada momento que passa ela vai ficando mais assustada, e apertando a mão dele mais forte, e mais forte. Ele também segura a mão dela com firmeza e suavemente coloca a sua mão sobre o ombro dela e a abraça para mostra-lá que este era o abraço mais confortável e seguro que ela poderia encontrar em sua vida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Amnésia

E hoje, logo hoje que eu quis me dar uma ilusão de um final feliz. Meu coração que estava tão calmo e ritmado a pouco tempo atrás, de repente acelerou e como uma bomba contagiou meu corpo. Senti meu sangue correr nas minhas veias.

Será que a sorte me abandonou novamente?

Um amigo meu me disse uma vez que sorte não existe, mas é tão estranho, mesmo que eu não faça nada, tem sempre alguma coisa que irá atrapalhar. Chegei a conclusão que quando não tem coisas atrapalhando no mínimo é a sorte que todos falam.

Nunca gostei de situações ocorridas contadas pelos outros, e sempre odiei minha amnésia. Nunca fui num médico, mas quando criança sempre tive dor de cabeça, quem sabe tem alguma coisa a ver.

Que seja, só sei que essa minha amnésia passageira e seletora sempre acabou comigo.
Sempre que preciso fazer alguma coisa importante, sempre que eu faço alguma merda sem perceber, sempre que tem uma situação na qual é mais do que necessária eu lembrar é aí que ela entra.

Alguns acham até que é brincadeira por que eu lembro de tantas coisas inúteis, mas tantas coisas marcantes eu esqueço.

E o pior que isso as vezes acaba com coisas que são importantes para mim.

Hoje, por um momento, queria voltar a um tempo do passado, em que eu ria de doer a barriga, que eu via uma outra casa tão acolhedora quanto a minha, que eu tinha pra onde fugir, que eu tinha um lugar pra chorar e que ao mesmo tempo era um lugar pra rir.

Alguém cria a porra da máquina do tempo logo por favor?

ps1.: Desculpa, eu disse que ia animar um pouco o blog...mas tá meio difícil...vou ver se volto só quando o meu humor melhorar, ok?
ps2.: Para os nerds que falam que não pode criar a máquina do tempo por que modifica o futuro, eu quero uma parte do passado do jeitinho que era, só quero revive-lo, não modificá-lo.
ps3.: Por que textos triste são mais fáceis de escrever?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

17/06

Eu ia andando no mesmo ritmo da música, meus lábios não se aquietavam e iam se mexendo de acordo com a letra.
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Se soubesse o quanto isso me dói, se soubesse o quanto não olhar pro mesmo lugar na mesma intensidade que seus olhos me demonstram me deixa frustrada, se soubesse que queria amar a todos na mesma intensidade que os mesmo desejam, se soubesse que tudo o que eu queria é que as coisas se encaixassem como um quebra cabeça, que todas as coisas se juntassem devido a sua própria natureza, não me olharia desse jeito.
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Óculos escuros e o horizonte sorrindo pra mim, a água brilhava me chamando pra que me juntasse a ela. Meio relutante lhe disse que não, não aquela vez, uma próxima quem sabe.
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Senti tanto carinho por ele...como se ele fosse algum dia uma pessoa que me fez muito bem sem eu ter percebido, como se fosse um anjo.
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Tantas pessoas acham estranho o por que que eu o chamo de "meu anjo". Não digo que eu planejei isso, foi de repente, como uma luz, eu apenas comecei a chamar de anjos aqueles que me faziam bem, conscientemente ou não.
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Por favor, me ajude, eu não consigo definir isso.
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Eu achava incrível, eu não conseguia entender. Ela chorava e implorava "por favor, volte para mim". Como ela poderia fazer isso, como ela pôde jogar todo o orgulho dela no lixo por um idiota como ele? Será que ela estava em um estágio tão alto de cegueira que não conseguia mais ver o que é certo e o que é errado? Eu lhe perguntei o por que? Ela me respondeu com os olhos encharcados "por que eu o amo". Eu lhe falei "não quero nunca sentir um amor desse", ela enxugou seus olhos, segurou meu rosto e falou "Não diga isso até você sentir seu coração bater em conjunto daquele que você ama e transformar isso como uma droga viciante".
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Sem finais felizes por enquanto.
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Ouvndo The wombats - Patricia The Stripper

segunda-feira, 7 de junho de 2010

07/06

Ela entrou no carro e fechou os olhos. Imaginou que tudo o que tinha acontecido era apenas um sonho, ou melhor, um pesadelo.
As coisas são tão simples e sempre tem alguém pra confundir o que já tava no lugar. Mas dessa vez foi demais. A raiva e o ódio estavam crescendo dentro dela de um jeito que ela nunca havia sentido antes, o desprezo, o nojo....como alguém poderia ser tão medíocre a esse ponto? Qual é a droga do problema?
Mas quando abriu os olhos nada havia mudado. Por que as coisas não poderia ser mais simples. Abriu a porta com mais força do que queria, e fechou com mais força ainda. O barulho ecoou pela rua como uma prova de que ela estava sozinha mais uma vez. A solidão a inundou, seus olhos arderam mas ela não chorou. "Não vou dar esse luxo a quem me odeia". Andou com passos firmes, bateu na porta e esperou calmamente até que abrissem a porta. O silêncio era tão absoluto que ela conseguia ouvir os passos dentro da casa chegando cada vez mais perto da porta. Até que ela se abriu.
[...]
-
Por que falar simplesmente "não seja idiota" não ajuda? Quer que eu faça um texto dizendo o quanto estúpido tá sendo a sua atitude? E quanto sem paciência eu to em dizer coisas que eu já repeti, já demonstrei que estou com razão e você não muda?
Vai ter uma hora que vai acabar perdendo as pessoas que te amam, e eu não vou poder fazer nada por que estarei junto dessas pessoas.
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Raciocínio...apenas raciocínio, nada mais que raciocínio. E por favor...vá a merda!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Segunda mãe.

Texto beeem antigo...


Entrei naquele quarto pequeno, e logo a sensação familiar de que aquele não é o meu lugar povoou minha mente me deixando tentada a fugir dali, mas apenas por ela estar ali eu segui em frente.

No caminho encontrei tantos olhares acusativos e aliviados, tão contraditórios quanto os meus pensamentos. Até que o caminho até a cama donde ela estava, serena e desligada do mundo se transformou em um abismo maior do que eu havia imaginado parecer. Não consegui chegar perto. Ah como hoje eu me arrependo disso. Fiquei sentada no sofá que se localizava na frente da cama, me dando uma visão ampla das feições que estavam tão normais que eu chegava a me surpreender. Senti meus olhos arderem e encherem de lágrimas, mas me fiz forte pra ela. Me fiz forte por ela.

Naquele momento cheguei até sentir um pouco de inveja de tão serena que ela estava imersa em seus sonhos. Paz era a única coisa que eu necessitava naquele momento. Com o tempo acabei ficando cansada e deitei no sofá e forcei o sono chegar implorando para que não tivesse sonhos.

Meus sonhos atendendo aos meus pedidos foram vazios, incompreensíveis e esquecidos, e no meio da madrugada eu acordei e vi uma outra mulher em pé ao lado dela, segurando sua mão. Talvez o desgaste, tanto mental quanto físico, ou apenas o cansaço não me fizeram ver a cena nitidamente, mas eu percebi que aquela mulher era a minha avó. Não do jeito que a conheci, velha e vagarosa, era a minha avó completamente diferente. Ela estava nova, usava um vestido claro que realçava seu corpo violão, magra, cabelos castanhos, longos e lisos, e um sorriso que eu sabia já ter visto em algum lugar. Talvez quando ela olhava para mim e me dizia “minha neta preferida” como se eu fosse um milagre. A sua mão segurava a dela mesmo inconsciente. Depois de perceber meu olhar fixo, minha avó finalmente direcionou o dela ao meu por um longo tempo, até tornar a olhar para ela, seguindo de uma lágrima que caiu de seu rosto sem desfazer seu sorriso e seu olhar que era um misto de alegria e alívio. Como por despedida olhou mais uma vez para mim e sumiu.

Voltei a dormir e só acordei depois que ouvi a minha tia chegar ao quarto.

As lágrimas que um dia caíram insanamente foram interrompidas apenas para dizer de uma forma quase inaudível “Eu sinto muitas saudades do seu sorriso vó”, e a cada gota que cai dos meus olhos eu vejo uma lembrança que eu queria guardar para nunca mais esquecer, principalmente do riso que me contagiava e sempre me dava ânimo para começar uma nova semana.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desabafos de uma quase bêbada.

O quanto idiota eu sou em seguir as coisas denominadas certas/éticas?
Eu sempre tento fazer o que sempre me ensinaram sobre o que é certo, mas quanto mais eu vou vivendo mais eu vou percebendo o quanto as pessoas estão descrentes com esse valores.
Se eu resolvo fazer uma coisa certa eu sempre machuco alguém e/ou me machuco. Quando eu me "emputeço" e resolvo fazer do jeito errado acontece a mesma coisa.
Eu sempre tive um dom de sempre escolher o errado, um exemplo infantil pode ser as minhas provas. Quando eu não sabia a matéria e tinha uma múltipla escolha eu sempre ficava em dúvida em duas respostas e a resposta certa nunca era nenhuma das duas.
Só que a partir do momento em que essas minhas escolhas erradas atingem pessoas que eu gosto, é como se pedaço de mim fosse destruído aos poucos. Tem uma hora que isso cansa.
Quando eu era mais nova e aconteciam coisas que eu não gostava, eu brincava de um modo diferente. Eu ia pro meu quarto, fechava tudo e não deixava entrar um feixe de luz, fechava os olhos e fingia que eu estava em um mundo diferente onde só existia escuridão. Fazia força para que todas as coisas que me atormentavam sumissem da minha cabeça e ficava num momento "em coma". Hoje em dia isso não faz mais efeito. Se eu entro na escuridão ela me seduz e me prende para que eu fique nela pensando cada vez mais nos meus problemas, mas não em uma solução, e sim para que eu sempre me lembre que tem alguma coisa de errado.
Ultimamente eu peço uma coisa simples, uma coisa que nem deveria ser tão complicado.
Paz!
Aó um pouco. Um pouco de respostas, um pouco de caminhos certos, um de quem sabe sorte, assim quem sabe isso não faça com que minha alegria de antes volte?
Enquanto isso não acontece vou me deixar levar pelas coisas que me escolhem, que ultimamente são as coisas que realmente me importam.

domingo, 30 de maio de 2010

Quero...

Eu quero um abraço, mas um diferente de qualquer outro, um que faça com que meu coração bata em conjunto com o outro, que seja demorado, que seja caloroso, que seja silencioso.
Quero receber um olhar que veja minha alma e tente decifrar aquilo que me confunde.
Quero um dia ensolarado para que possa sumir toda a ilusão da escuridão, do desconhecido, do invisível.
Quero um filme que brinque com a minha realidade pra que eu possa esquecê-la.
Quero um cheiro que me relembre todos os momentos que eu queria que voltassem.
Quero uma paz que não seja monótona.
Quero uma adrenalina que não seja perigosa.
Quero uma música que eu possa cantar alto, gritar e que todos que conseguirem ouvir cantassem juntos.
Quero toda a verdade do mundo.
Quero conhecer o raro.
Quero escrever algo que decifre todas as malemolências desse mundo.
Quero ser tudo e ao mesmo tempo quero ser nada.

domingo, 9 de maio de 2010

Apenas viva

Não, o mundo não é um mar de rosas, nem novela, nem conto de fadas. Mas nós complicamos, e muito. E quanto mais eu acho que aprendi tudo nessa vida, eu vejo que não aprendi absolutamente nada. Por isso o verdadeiro sábio é aquele que, no fundo, sabe que não sabe de nada.
O tempo nunca vai voltar, o que aconteceu já aconteceu e não vale a pena perder o presente por causa do passado. Mas o sol realmente nasce todos os dias, uns dias forte e bonito, outros dias quase imperceptível. Mas ele sempre está lá e sempre estará. E por mais que existam dias que seja quase impossível se levantar , é de suma importância que se levante e viva. Por mais que no início apenas sobrevivamos, com o tempo tudo passa, tudo cura. Tudo mesmo. E depois disso tudo, aí sim você estará vivendo.
Assim como existe o mal, existe o bem. Nunca esqueça disso, e foque sempre no bem. Existem pessoas maravilhosas nessa vida, que são como anjos que te ajudam nos piores momentos e te fazem rir quando você não vê mais motivos para isso. Dê valor a esses anjos. E lute para apagar da sua cabeça tudo de ruim que aconteceu e que te faz mal, embora seja muito difícil, tente, vale a pena.
E acima de tudo aproveite cada dia, cada momento, cada sentimento, enfim, tudo e qualquer coisa boa, como se fosse a última. Porque realmente pode ser. A vida é surpreendente e totalmente incerta. Não aprenda a viver, ninguém aprende. Apenas viva.

Vi aqui : http://ricardocdd.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de abril de 2010

21/04

Acordei desesperada e de mal humor, meu celular nunca me acorda. Será que meus sonhos eram tão tentadores que nem o barulho estrondoso do celular me fazia desgrudar dele? Na minha cabeça a cena se repetia inúmeras vezes aumentando a minha dor de cabeça, fazendo com que meu humor piorasse gradativamente. O quão idiota eu era naquele momento por acreditar que ele me amava? Pelo menos do jeito que eu queria. E quanto mais eu rejeitava o pensamento mais ele me impregnava.

Estava em um dia que nenhuma roupa ficava bonita, nenhum espelho tinha a imagem que eu queria e nada era surpreendente o bastante pra me fascinar. O caminho parecia mais longo que o normal, isso sempre acontecia quando eu estava atrasada, do mesmo jeito que aumentava a minha probabilidade de cair em um buraco e a forma que as coisas nas minhas mãos ficavam mais propensas a cair.

Pego meu ônibus e, mesmo encontrando as mesmas pessoas, sinto aquela solidão já conhecida, uma solidão mesmo diante a uma multidão. Passo pelo corredor e meu coração acelera, pois ele sabe que serão seus últimos batimentos, até que ele para apenas pelo fato de seus olhos se encontrarem aos meus.

Teu sorriso tão perfeito e desenhado entra em contato com o meu, largo, sem limites e desengonçado, e quanto mais perto eu vou chegando mais involuntários ficam meus movimentos.

- Será que um dia você vai chegar na hora certa?

- Será que um dia você vai parar de se preocupar comigo?

- Nunca!

- Adivinhou minha resposta.

As luzes foram escurecendo só porque meus pensamentos estavam confusos, até que todas as luzes foram apagadas para dar ênfase a imagem do filme que se passava, e apenas com a visão das sias costas eu sabia que ele estava com o rosto compenetrado, imaginando cada cena na vida dele. Me desligo por alguns minutos e deixo me levar pelo filme. Eu já o conhecia e sabia que por mais triste e real que possa parecer ele não ficava com ela. eu gostava dos filmes assim, quebrava um pouco a ilusão de que o mundo é perfeito e me fazia chegar cada vez um pouco mais perto do chão.



*Madrugadas sempre deixam minha imaginação fértil...ah, e um pouco de filmes românticos e música também ajudam.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

07/04

Por mais romântico que as pessoas possam achar a chuva, eu sinceramente não tenho muita afinidade com ela..principalmente depois de hoje.

Hoje eu acordei com um humor nada agradável, meu computador ainda com birra de não querer ligar, o estresse por não ter a porcaria do instalador do xp, o meu irmão e minha mãe no meu ouvido, ainda não tinha ouvido música e a porcaria da chuva não queria parar pra eu poder sair pra faculdade já que pra melhorar a situação eu to em semana de prova.

Meio aliviada por sair de casa resolvo encarar a chuva, mas o que eu não contava é que o vento não estava nem um pouco ao meu favor. Pedi pra que minha mãe me levasse de carro..mas até ela se arrumar eu ia chegar na hora da minha aula, concluindo, não valeria a pena.

O caminho não foi tão estressante já que eu tinha carregado meu celular pra que eu pudesse ir ouvindo música. Ouvindo Joss Stone é meio difícil meu humor não ficar bom. Mas o vento não colaborava e o guarda chuva já tava pedindo arrego.
Pra atravessar foi engraçado. Eu sempre fecho o guarda chuva..tenho medo de de repente ele fugir da minha mão, cair na frente de um carro, ele perder o controle, pegar as pessoas do ponto, capotar e ser uma tragédia no estilo filme premonição. Tá..exagero...eu sou medrosa mesmo...

Mas não sei o que aconteceu com minha pequena cabeça, eu não fechei a porcaria do guarda chuva. Quando atravessei a primeira rua o guarda chuva virou e revirou umas 5 vezes, tentei fechar ele mas alguma coisa tava fazendo com que ele não descesse...enquanto isso os carros e caminhões passavam e jogavam toda a água existente na rua pra cima de mim. As pessoas do ponto olhavam pra mim com cara de dó, dava pra ver pena trasbordando delas, tipo "tadinha daquela guria..."

Sorte que o onibus chegou rápido, o povo já tava com aqueles papos do tipo "chuva chata né? meu guarda chuva também quebrou ....". Ao chegar no onibus eu percebi que tinha umas cadeiras vazias e um monte de gente em pé. Eu, avoada como sempre, resolvi me intrometer e pedir pra sentar em um dos lugares vagos, o menino, bonito por sinal, me falou "aqui tá molhado" eu olhei pra ele, ri, e falei "sério?" aí ele olhou pra mim, pingando e afastou pra que eu pudesse sentar lá. na verdade Eu molhei a cadeira.
Chegando na faculdade, NINGUÉM da minha sala estava na biblioteca. Quando eu digo ninguém, realmente NINGUÉM! Tive momentos de paz. Mas foi um bom dia..

*Hoje num foi bem texto...foi quase um diário segundo meu irmão...mas tá bom...
*Viciada em bazar Pamplona *-*

terça-feira, 6 de abril de 2010

Minto

Minto que te odeio,
minto que te entendo,
minto que sei a matéria,
minto que respondo a pergunta,
minto que eu sou criança,
minto que nunca imaginei,
minto que o chocolate não foi caro,
minto que isso sempre acontece,
minto que ficar feliz é mais fácil,
minto que sou forte,
minto que eu tava lá o tempo todo e saí só quando você chegou,
minto que já to chegando,
minto que só eu sou toda errada,
minto que só eu sou santa,
minto que vou começar dieta,
minto que foi só daquela vez,
minto que Iguaba é sim uma cidade...
minto que vou ganhar na mega sena,
minto que vou comprar uma casa,
minto que vou abrir uma república,
minto que vou ser feliz,

só pra te fazer sorrir

Feliz dia do amigo...tá ...num é oficialmente o dia do amigo..mas quem liga?? ^^

06/04

Minhas mãos pequenas como as de uma criança brincava entre aqueles cabelos lisos que tão bem combinava com o rosto dele. Amigo. Brincar. Rir. Abraçar e dizer "hoje eu num to legal :S" e ele responder "se olha no espelho e ri.....se dá certo pra mim tem que dar certo pra vc."

domingo, 4 de abril de 2010

Amor na visão de uma criança


Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita,
Porque sabe que isso fere seus sentimentos“ mathew, 6 anos

“quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite” rebecca, 8 anos

“amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, e eles saem juntos e se cheiram“ karl, 5 anos

“eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas
Roupas velhas e tem que sair para comprar outras” lauren, 4 anos

“amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo” tommy, 6 anos

“quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente“ billy, 4 anos

“amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem
Esperar que a outra pessoa te ofereca as batatinhas dela“ chrissy, 6
Anos

“amor é o que está com a gente no natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta” bobby, 5 anos

“se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta“ nikka 6 anos.

“quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa
Pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já
Que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda“
Samantha, 7 anos

“há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de deus, mas o amor de deus junta os dois“ jenny, 4 anos

“amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é
Mais bonito que o robert redford“ chris, 8 anos

“durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e
Sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo“ cindy,
8 anos

“amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e ele a veste todo dia ” noelle, 7 anos

“não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. E se
Sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas
Esquecem de dizê-lo“ jessica, 8 anos

“amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não“ patty, 8 anos

“amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro“ mary ann, 4 anos

“quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você“ karen, 7 anos

“deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do
Crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor“ max, 5 anos



vi aqui: http://curiosidadesnanet.com/2010/03/definicao-de-amor-segundo-as-criancas/

terça-feira, 30 de março de 2010

Sonhos

Tenho me perdido nos sonhos. Eles são tentadores. "O que faz uma alguém preferir a vida real ao sonho?" era o que eu sempre me perguntava. Eu poderia ir para qualquer lugar, era apenas ver uma foto, um vídeo, a descrição do lugar. Eu poderia fazer o que eu quisesse, só imaginar a cena, o lugar e a ação. Eu poderia ver quem eu quisesse, aquela que a muitos anos eu não vejo, aquele que eu vejo todos os dias, aquela que eu nunca mais queria ver. Eu poderia me imaginar ruiva, loira, morena, negra, japonesa. Mas ontem algo mudou. Eu senti. Eu não poderia sentir. Nunca iria imaginar conseguir sentir. Não há sentimento igual quando seus lábios desesperadamente calmos encostam na minha boca. Sorrateiramente tentei juntar todos os meus sentimentos, cada movimento, cada centímetro, mas meu sonho não conseguiu me enganar. Dessa vez eu não desejo ir dormir eu desperto com qualquer barulho implorando para que seja dia para eu levantar e tentar me transformar de um sapo para uma princesa, mesmo que talvez a história esteja invertida. A rua fica cada vez mais tentadora, já que nela eu tenho a chance de te ver, meus problemas parecem desaparecer e a única coisa que resta é o som da sua voz me chamando de "sua pequena", e acabei me tornando desengonçada já que minha atenção que antes era focada no equilíbrio e na delicadeza, agora reina seus olhos.


Ps.: Eu não to apaixonada heiuheuihee(não por um garoto, muito menos por uma garota --', apenas pelas outras coisas), mas esse texto veio na minha cabeça ontem a noite ^^. Espero que gostem. Ah, e eu continuo presa em meus sonhos.

28/03

Um copo de leite, um caderno e uma caneta eu consigo escrever o que eu vejo, o que eu sinto e o que eu penso para que talvez um dia, não aconteça de tudo juntar na minha cabeça e eu acabar enlouquecendo.

Me perguntaram se eu gosto da madrugada, se eu gosto ficar até as 4 da manhã acordada.
Pra ser sincera eu gosto dos extremos. Gosto da madrugada com seu silêncio, sua paz, sua tranquilidade, momento pra pensar até o que não deveria, momento que me deixa leve. E gosto da manhã, mas manhã quase madrugada. Ver o sol nascer, ouvir os pássaros cantarem, perceber o contraste onde tudo parecia estar morto de repente ganha vida. Sentar na rede e observar as pessoas passarem. Umas correndo, provavelmente atrasadas, ou quem sabe apenas felizes demais para conter a energia, pessoas estressadas por acordarem tão cedo, normalmente passam com uma cara emburrada e um fone de ouvido para talvez despertar, ou apenas para entrar no mundo da música e esquecer um pouco da própria vida.

Depois passa uma pessoa que nem eu. Que, se conseguiu acordar, aproveita. Óculos escuros, meio sorriso no rosto, passa devagar pra prestar atenção em cada detalhe, desde a flor no terreno baldio até o céu imensamente azul. O vento passa fraco e desarruma meus cabelos que a pouco estavam embaraçados. Nesse dia eu resolvi olhar para o céu, e acabei me perdendo nas núvens. O que elas fazem que me seduz tanto? No ouvido Regina Specktor gritava enlouquecidamente, e na pele eu sentia como se estivesse tocando as núvens. Mas para mim elas eram feitas de algodão doce. E como uma criança feliz fechei meus olhos e acabei dormindo na rede.

Ps.: Texto totalmente sem nexo, e sem um assunto fixo...algum dia eu aprendo a escrever direito heiuheuiiuehiehe