terça-feira, 16 de maio de 2017

Minha família toda sempre me ensinou muitas coisas, entre elas a repeitar o próximo.
Mas um fato ocorrido foi o que mais me marcou.
Um dia eu estava muito estressada, fui em uma lanchonete com meu irmão, pedi um salgado e um refrigerante, e a atendente era de uma lerdeza sem fim. Eu fiquei muito mal humorada e respondia ela bem secamente. Automaticamente, o atendimento que era lerdo ficou em câmera lenta.
Meu irmão riu e falou que a culpa era minha, não adianta nada ser rude com as pessoas, não lhe trará benefício nenhum e vai continuar mal humorada.
Então levei isso sempre como ensinamento. Sempre me controlei pra não expor quando estivesse mal humorada.
No trabalho, nas amizades, sempre tentei sorrir, deixar a vida mais leve. E hoje, no meu aniversário, eu realmente me surpreendi como isso teve uma repercussão boa.
Todas as pessoas que viam me parabenizar falavam dos sorrisos, das brincadeiras. E isso me deixou absurdamente feliz como de alguma forma eu acabei deixando uma boa marca na vida de outras pessoas.
Obrigada maninho, queria que você estivesse aqui hoje.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sabe,
Já tive depressão. Com recaídas por sinal. Esse blog foi criado exatamente pra me organizar e me proteger dos meus pensamentos. Nunca fui uma pessoa muito instável. Brinco constantemente que sou facilmente controlada com comida, abraços e cafuné, mas tem dias que apenas fico presa em casa tendo pensamentos negativos.
Quando era adolescente inventava contos românticos, inventava mundos fantasiosos onde existia um final feliz e casais eram felizes para sempre. Mas querendo ou não a realidade sempre acaba nos alcançando.
O normal de me verem na rua é uma pequena sorridente. No trabalho dou bom dia e boa tarde com sorriso largo, enquanto minha mente trabalha rapidamente um modo de tratar as dores, ou de evitar que as mesmas voltem novamente, já que planejamento nunca foi meu forte.
Na rua, principalmente com meus amigos, costumo fazer piadas, contar coisas do dia a dia e vez ou outra, dependendo do humor, jogar algumas farpas aleatórias e inofensivas.
Quando estou na casa da minha mãe me esforço em ser a filha que ela sempre quis. Agora que eu tenho mais liberdade, ironicamente eu tenho me esforçado mais para agradá-la. Talvez pelo fato de agora ter uma casa pra cuidar, intensifica a gratidão que eu tenho por ela ter me criado tão bem todos esses anos. Mesmo eu não sendo uma boa filha muitas das vezes.
Em casa quando marido está, eu sou o ser mais carinhoso da terra. Gosto de abraçá-lo e beijá-lo constantemente. Quando ele quer jogar arranjo um seriado/anime para ver. Quando ele quer ficar só deitado olhando pro nada e falando de aleatoriedades eu reúno toda a minha ansiedade e toda minha eletricidade pra apenas ficar deitada no seu peito e prestando atenção fielmente, como se eu conseguisse realmente entender todas aquelas siglas que ele fala.
Agora, quando eu fico sozinha em casa...
meus defeitos flutuam em minha mente. Hipóteses irreais vem a minha cabeça. Sabe aquela falha que aconteceu anos atrás? Ou aquela frase que não deveria ter sido dita? Sabe aquela briga de muitos anos atrás?
Tudo de errado se intensifica, e me vejo bem pra baixo. Algumas vezes alguns amigos me resgatam, me levam pra cafeterias, me chamam pra sair, fazer alguma coisa, me falam de seus problemas e eu acabo esquecendo dos meus. Mas outras vezes (descobri hoje por sinal), acabo acordando meu ânimo. Hoje por exemplo foi com meu batom vermelho. Ao arrumar minha mochila me deparei com meu mais vermelho batom, e por impulso resolvi colocá-lo. Estranhamente sempre que coloco batom vermelho me sinto com mais atitude e mais energética. Pois que essa sensação fique gravada e que venham mais dias de batom vermelho!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Felicidade

Felicidade é abrir meus olhos e ver você ao meu lado, é ouvir sua voz calma me desejando um bom dia, é te abraçar dizer até logo e já sentir saudades.
Felicidade é pensar em você durante o dia, te ligar só pra ouvir sua voz e ouvir você dizer que me quer muito...é saber que você também pensa em mim.
Felicidade é você me convidar pra jantar fora em dias corridos da semana sem motivo especial.
Felicidade é entrar na sua casa e ver nossa foto preferida em um simples porta retrato ao lado de sua cama.
Felicidade é saber que você se preocupa comigo, é me preocupar com você, é brigar, é chorar, é culpar e desculpar, e no fim nos entendermos.
Felicidade é depois de um dia cansativo poder me aconchegar em teus braços e contar meus problemas, ouvir os seus dilemas, é terminar uma conversa e nos sentir aliviados, por saber que fomos compreendidos.
Felicidade é ter você sempre ao meu lado.
Felicidade é sempre andar ao seu lado.
Felicidade é te amar.
Felicidade é sentir você me amar!

04/12

Sabe o que eu lembrei?
Lembrei que a um tempo atrás eu escrevia pra desestressar, hoje o meu único modo de desestresse é o abraço do meu namorado.
Lembrei que eu ria muito de nada, e hoje eu raramente faço isso. Mais raro se eu estiver sóbria.
Lembrei que eu acreditava nas pessoas.
Lembrei que eu tinha muitos amigos. Alguns eu nem gostava, só deixava ficar por perto por ser amigos de quem eu gostava.
Lembrei que eu achava que todo mundo tinha bom coração e não teriam coragem de machucar a troco de nada.
Lembrei, de quando eu me sentia importante quando meu cachorro me via chegando em casa e vinha correndo desesperado latindo e abanando o rabo.
Ah, lembrei dos frios na barriga toda vez que meu namorado me dava um beijo no pescoço.
Lembrei do meu primeiro show.
Lembrei do meu primeiro porre.
Lembrei do que eu era.
E percebi que mudei.
Agora,
mudei pra melhor ou pra pior?
A minha paciência diminuiu, meu orgulho aumentou. Minha felicidade é filtrada, minha confiança raridade. Minha força multiplicada pela vontade de vencer.
Eu ainda choro, muito. Mas também venço.
Muito.

obs: Os calafrios ainda estão presentes. O que mudou é que ele não é mais meu namorado, é meu noivo.

Tai chi.

Como todos os dias ela chegou, sentou no mesmo banco e esperou que a chamassem. Ela tirou o tênis  e a meia, colocou o sapatinho confortável e pacientemente esperou. Seu nome ecoou pelos corredores. Feito assim, se levantou e se dirigiu ao mesmo lugar.
De repente quebrou a rotina e andou em direção ao saco de areia. O encarou por alguns segundos, e quando ameaçou a chorar lhe deu um soco. Percebeu que não doeu tanto a mão quanto acharia que iria doer. Surpresa. Deu outro soco. Mais forte. Mais rápido. Deu joelhada. Gritou. Gritou! E começou a chorar. Bateu mais forte. As lágrimas começaram a cegar, mas continuava batendo. Tentava secar as lágrimas rápido e voltava a bater. As mãos vermelhas começaram a doer, e a dor no coração começou a passar. As pernas tremeram e perderam as forças. Paz. Silêncio. Agradeceu por mais um dia e voltou pra o seu canto. Tirou o sapatinho, colocou a meia e o tênis, e voltou para o mundo preto e branco.

Tô sim.

Acho que o grande problema é que eu não sei perdoar.
Quando eu gosto de alguém, quando realmente eu gosto, eu procuro ser o melhor na amizade. Eu tenho diversas limitações, mas sempre tento me esforçar. Quando acontece algo, essa vontade, esse esforço se esvai completamente.
Quando precisam de mim, sou um ótimo ouvido. Agora quando eu tenho problemas e minha vida fica um caos, eu percebi que minha distância ao invés de criar preocupação, gerou revolta, e isso me fez pensar.
Cada dia mais o número de amizades vem diminuindo.
Depois que a confiança é quebrada,  quase impossível de se recuperar.
"Vc ta bem?"
"To sim."

Ver textos antigos me lembram de coisas que não deveriam ser esquecidas.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Menina que vive nos meus pensamentos.

Uma vez perguntei a uma menina.
-Por que está tão feliz?
-Por que sim!
-Mas precisa ter um motivo!
-Precisa?

A pergunta certa não é o por que você está feliz, e sim como conseguiu vencer a tristeza.

Um dia faço essa pergunta, mas tenho medo de já saber a resposta.

Silêncio à minha volta, murmúrios em minha cabeça.

27/05

Não quero que me mande fazer nada. Já cheguei em uma fase que não preciso nem vou mais procurar alguém que me ajude a decidir como resolver os meus problemas, eu mesma farei isso. Meus problemas!
Quero apenas que sente comigo no bar, me pague uma bebida e me conte futilidades que me façam esquecer dos meus pequenos imensos problemas.
Só por favor, me dê algo doce porque de amargo já basta as minhas decepções. Me dê algo doce parecido com esse amor que guardo em mim.
Me faça relembrar dos meus bons momentos a cada gole, e deixe minha memória de esvair lentamente a procura de uma noite de paz.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Makes me feel alive

A semana toda foi uma bagunça. Toda essa mania de querer agradar a todos sempre me faz quase explodir. No último dia, no último momento tudo fez valer a pena. Pegamos o carro e dirigimos até o meio da cidade, onde não existiam casas nem prédios. E lá eu fui contando os minutos pra ver o sol nascer. Cada raio vermelho aparecendo, clareando o céu. Os passarinhos já começaram a cantar, e eu começo a pensar em tanta coisa boa que eu tenho na minha vida. A pessoa mais importante da minha vida, meu amor, me abraça, e sussurra "Olha que lindo!". Eu não tenho palavras, só sei sorrir. Mas é um sorriso diferente. Sabe aquele sorriso de criança? Aquele solto, todo torto? Não quero um sorriso bonito, quero mostrar o quanto eu estou feliz por estar ali. Meus olhos brilham, meu corpo automaticamente fica elétrico. Meus olhos começaram a arder. Onde que eu comecei a ficar tão sensível? Lágrimas caíam sem ter um por quê, e ele beija, gota a gota, me limpando de qualquer tristeza. O sol começa a nos cegar. E eu tenho certeza de mais um dia pra recomeçar.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013 - 20.09.2013

Eu fui, rá.
O resumo:

Não peguei engarrafamento nenhum na ida, correu tudo bem. Almocei no Spoletto, coisa que não fazia a séculos e percebi que eu prefiro a Spoletta de São Pedro haha. Cheguei no portão consegui um jeito de entrar mais rápido. Não devo ter demorado mais de 20 minutos pra entrar. Fiz um erro de começo: enfrentei uma fila de 2 horas pra um vídeo tosco e uma pulseira que pisca porque o pai de uma amiga minha queria a pulseira. Vi uma banda tocando Beatles e não pude ficar, uma pena. Conheci um cara de Pernambuco SUPER gente boa, e um do rio que é médico, SUPER gente boa também, mas o que tem de gente boa tem de implicante haha. Assisti o show do Donavon, que até hoje não sei falar o sobrenome, e ele é incrível, a voz dele é tão gostosa de ouvir quanto as gravadas em estúdio. Assisti Frejat e foi tão maravilhoso quanto o show do barão que eu fui no começo do ano. Ele fez a jogada perfeita que é só cantar música conhecida, e sinceramente, gritar junto com outras pessoas me fez arrepiar toda! Vi o show do Matchbox 20 e foi muito ruim! Me desculpa quem gosta, mas não é meu estilo e acabei passando a maior parte do show sentada. Vi o Show do Nickelback e me senti uma garota de 12 anos de novo cantando as músicas deles com a porta do quarto fechada, foi uma nostalgia extremamente gostosa de sentir. Destruí meu ombro de tanto que eu pulei com a minha mochila me puxando pra baixo. Vi Bon Jovi e foi um completo paradoxo. Eu não fui ver O Bon Jovi, por que eu sabia que ele não cantava como antes, mas foi extremamente incrível cantar muito alto as músicas que eu adoro com um monte de gente cantando mais alto ainda de chega doer um pouco o ouvido. Conheci pessoas novas, me encantei com fogos de artifício, primeira vez que vou a um show de grande porte, não tive nenhum problema...conclusão? Eu estou muito feliz! Obrigada Puam :3




































sexta-feira, 28 de junho de 2013

28/06

Sabe quando pinga a última gota no copo d’água? E não aguenta mais?

Era aparentemente mais um dia normal. Acordei, me arrumei e fui ao hospital. Como sempre, trabalhei o máximo pra poder dar uma noite de maior conforto aos pacientes, sorri, fiz piadas, conversei, ouvi seus desabafos, e como todos os outros dias, fui guardando todas essas angústias. Como todos os outros dias eu peguei minha mochila, coloquei meu fone de ouvido e fui pra casa. Por ironia do destino, começou a tocar Fix you – Coldplay.
“When you try your best, but you don't succeed. When you get what you want, but not what you need. When you feel so tired, but you can't sleep.”
Foi a minha gota d’água. Lembrei de cada paciente que eu não pude ajudar, lembrei de cada mãe desesperada pedindo pra cuidar do seu filho, lembrei de cada pai com saudade dos filhos. Tantas histórias, tantas tristezas.
“And the tears come streaming down your face. When you lose something you can't replace.”
Comecei a chorar na rua. Nunca senti tantas lágrimas descendo tão facilmente. Nunca senti um vazio tão grande dentro de mim. Eu não resisti, não fui pra casa, não aquele dia. Virei uma rua diferente e fui pra casa dele. Cheguei na porta, com um pouco de indecisão, sequei minhas lágrimas e tentei parecer o mais normal possível. Ele abriu a porta, e na hora que ele viu meus olhos eu não aguentei um segundo daquela falsa força que eu estava tentando vestir.
“Lights will guide you home and ignite your bones. And I will try, to fix you.”
Ele me abraçou e não me largou um segundo. Fechou a porta e me levou ao quarto. Conseguia ouvir o coração dele bater rápido, desesperado. Desligou a luz e deitou comigo sem largar de mim um segundo.
“Eu estou suja.”
“Não me importo.”
E me abraçou mais forte. Descobri que eu estava gelada, que antes eu tava com frio mas não sentia nada. Descobri que finalmente estava começando a ficar em paz. Eu não queria fechar os olhos, queria ficar daquele jeito a noite toda. A vida toda.
“Tears stream down your face, I promise you I will learn from my mistakes”
E vencida pelo cansaço meus olhos se fecharam sem eu perceber, e mergulhei em um sono profundo. Não sonhei com nada, acordei como se não tivesse passado um segundo, mas acordei descansada, um sentimento que a muito tempo eu não sentia.

E finalmente não me senti sozinha. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

As aventuras de Ori e Feijão.

Ori, uma menina esperta, divertida, de voz fina e adocicada, que gosta de música e de dançar. Fazia aulas de piano e de dança no colégio. Porém o destino foi cruel e a fez nascer com um problema raro de visão. Ela apenas enxergava luzes, como se fossem áureas. Ela estava sempre acompanhada de seu melhor amigo e eterno aventureiro: Feijão, o cachorrinho de estimação que ganhara a pouco tempo atrás de sua avó; um poodle preto que mais parecia uma pequena bola de pelos.

Ori estuda no colégio de Wingard, uma escola pequena e simples feita para crianças com certas dificuldades sociais, assim como Ori, que aparentemente conseguia se relacionar bem com outras crianças. Localizada na cidade de Adelaide na Austrália, onde tinha ido morar a alguns poucos anos atrás por causa de seu pai Lachlan, mais conhecido como “Senhor S”, referencia ao seu nome de guerra. Até hoje ninguém sabe o porquê de tal apelido, e dizem que os que sabiam seu significado, estão mortos. Um homem rancoroso e frio, que fazia apenas o necessário para a sobrevivência de sua família e nada além disso.

Um dia após a escola, Ori estava no provador de uma loja acompanhada de sua mãe Lúcia e Feijão. Experimentando vestidos de princesa para sua festa de aniversário que se aproximava. Quando de repente, ela escuta a voz de uma senhora, uma voz baixa, rouca e bem velinha, que a fez lembrar que era a diretora de seu colégio, dona Mirty.

- Ori, ocorreu uma urgência, o Jhon está muito nervoso e só quer tocar com uma mão, tem como você tocar com a mão esquerda a música da apresentação de hoje.

- Mas eu nunca toquei essa música...

- Não tem problema, é fácil, tens dez minutos para aprender a música.

-Mas preciso comprar meu vestido!

- Você enlouqueceu? Temos 10 minutos, corre pra lá!

Já no colégio, anunciaram o nome do Jhon. Ori estava tremendo e ainda com um vestido de princesa que havia se esquecido de tirar.

Apareceu no meio do palco e percebeu que todo mundo calou, meio que se perguntando “o que essa garota está fazendo junto?”.

Por vez pouco, percebeu que a luz apagou e só ficou um holofote em cima dela, de Jhon e do teclado à frente. O desespero de Ori sempre se acalma nessas situações, por que sempre fica um breu em sua frente, e todos se calam pra ouvir, e sente e o perfume de Jhon, que era um bom amigo na escola. Parece que está sozinha em seu quarto e a paz reina.

Começou a tocar e até que deu certo, a música era popular, e dava até pra brincar um pouco e fazer algumas firulas. Lembrou que estava com o vestido de princesa. Até que estava estilosa e combinando com a música, mas estava tão nervosa, e na época era tão tímida que bem devagar eu foi levantando e saindo, deixando apenas Jhon tocar, que depois de começarem a tocar juntos, ficou mais a vontade para tocar sozinho.

Suas mãos que estavam tremendo não tremiam mais, a música a acalmava, talvez até sua calmaria, fez acalmar Jhon.

Quando a música terminou teve uns que aplaudiram de pé, talvez fossem os pais dele, mas com certeza que tinha um grupo de amigos dela que adoravam vê-la em situações constrangedoras, e os seus pais que babavam na primeira fila.

Já ia saindo de fininho e começando a trocar de roupa quando o mestre vira pra ela e fala “Está indo aonde? Você é a próxima. E coloca o vestido que teve gente que gostou. Anda, anda, anda!”.

Mas a coragem não lhe veio. O medo era maior que qualquer força, só não foi maior que a força em suas pernas ao correr. Corria e pensava: “Por que perto de Jhon me sentia calma? Correndo ela passa pelo estacionamento do colégio e entra no primeiro ônibus que aparece. Quando se senta, repara que Feijão tinha a seguido.

Fazendo carinho no Feijão. Aquela sensação era gostosa. O vento batia bem forte em seu rosto. Chegou uma hora que parou de se preocupar com o vento e percebeu que seu cabelo ia com ele naturalmente. Estava sentada. Vendo o mar. Na verdade a lagoa. Como sempre estava com meu toca fita cassete, e na bolsa o livro em braile que tinha acabado de cansar de ler.


Como gosto de ir a lugares calmos pra ler, ou apenas observar o mundo com música, pediu para que o motorista parasse no parque da cidade. Para que pudesse esvaziar a mente da maneira que mais gostava. Apreciando a maneira de ver como tudo muda totalmente quando você ignora a música e ouve apenas a melodia. E depois presta atenção na letra, e aquela letra te embala e você começa a imaginar a cena. A música era a sua vida. Era o seu contexto.



Feito pelo o hugo lindo!!
Ainda tá pra terminar, quem sabe não vai pra frente né?

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

21.11


E eu lhe dou minha inocência, meu eu completo, minha verdadeira face, com minhas qualidades, e principalmente meus defeitos, pra ver se assim você os aguenta e continua a me querer. Eu te dou minha confiança, te dou o que eu tenho de mais raro, te dou todo meu amor. 
Se me disser sério o que eu não quero acreditar, eu o acreditarei apenas pelo fato de ter saído de sua boca, do mesmo jeito que quando você diz que me ama, eu acreditarei de coração aberto. Mas por favor, depois segure o meu rosto com suas mãos grandes e quentes, retire minhas lágrimas com fervor, e diga, em meio ao seu sorriso mais sincero, que mesmo assim continua a me amar, apesar de ser uma boboca que chora à toa.
E depois me dê um beijo, confortante, que exclua qualquer pensamento que algum dia eu possa ter tido de negativo, pelo menos pelos poucos segundos do seu beijo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

10/08

Sabe,
Felicidade não se encontra em qualquer esquina.
Se encontra onde a gente menos espera.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Travessuras do pequeno Feijão II

Último dia do ano. Eu acordei com o sono de sempre. Cheguei na cozinha pra beber água, minha mãe fala pra mim:

- Ori, tenho uma má notícia pra você.

E apontou pro cantinho do feijão. Meu coração gelou. Tava tudo limpo, ela tinha tirado tudo. Falou que ela acordou 7 horas da manhã e ele não tava lá, nem em nenhum lugar da casa, e que o meu tio e meu irmão tinha saído pra procurar ele.

Eu andei pela casa meio que sem acreditar, a ficha ainda não tinha caído, decidir ir pro banho, ia ter um churrasco na casa do Gabriel. Tomei um banho chorando, me arrumei e liguei pra ele, que não deveria ter percebido minha voz por causa do som alto na casa dele.

Ele chegou aqui, no momento que me viu perguntou "O que aconteceu ori?". Abracei ele e esperei conseguir parar de chorar pra falar que o feijão tinha fugido. Ele me abraçou bem forte, e esperou eu me acalmar.

Peguei um monte de cartazes que meu irmão fez e comecei a pensar nos lugares que tinha que ir. Fui na locadora e no bar que tem aqui do lado, depois fui na padaria. A tia de lá virou pra mim e falou "Ele é um poodle preto? Pequenininho? Ih, dona Maria da Santa Fruta pegou ele pra cuidar até o dono aparecer, vai lá, pode jogar esses cartazes fora."

Eu comecei a andar agradecendo, queria dar mais atenção a ela, mas eu queria muito encontrar ele. Até que cheguei lá, mostrei a foto e ela falou que era ele sim. Mas do jeito que eu sou teimosa eu não ia acalmar até segurar ele.

Depois de 10 minutos que pareceram horas ela apareceu com o feijão e eu agarrei ele, ele todo agitado, me lambendo e eu xingando ele e chorando. Agradeci todo mundo, fui no bar e na locadora pra avisar e fui em casa todo mundo fazendo festa.

Depois foi o trabalho de fazer quase um forte pra ele não passar, ele ainda fugiu outra vez, não sabemos se foi pra encontrar o outro cachorro ou se foi pra ir atrás de mim no churrasco.

Não foi lá uma boa experiência, é meio traumatizante perder um cachorro assim, dois é complicado.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Travessuras do pequeno Feijão

Alguns anos atrás eu já tive um cachorro, o Tobby, que era um cocker spaniel, raça pura e era a coisa mais linda, babava por ele. Até que ele fugiu, provavelmente atrás de uma cachorra no cio. E por sinal tinha acabado de sair do banho, e tava tosado.

Vendo tanta gente publicando fotos de pessoas maltratando animais, resolvi fazer algo mais útil. Comprei um pequeno. Feijão é um meio yorkishire, meio poodle(porque vira lata é muito feio), é pequenininho, atualmente está um pouco gordinho, e ultimamente é uma das coisas que mas me deixa feliz.

Resolvi fazer um pequeno diário das estripulias que ele anda fazendo, tirando as pequenas como escorregar, bater de cara na parede, bater a cabecinha na rede, entre outras.

Hoje por sinal tive um dia atarefado.

Primeiro, ainda estou ensinando a ele onde ele deve fazer as necessidades, o que tem sido uma tarefa bem difícil.

Enquanto não ensino, estou tendo que limpar o quintal quase todo dia e hoje foi um dia desse. Como ele é pequeno arteiro e adora brincar e pelo jeito também adora água, resolvi colocar ele na varanda, pra não me atrapalhar e não se molhar. Coloquei umas caixas na entrada da varanda e avaliei se ele iria conseguir sair ou não. Vendo que estava seguro voltei a terminar de lavar o quintal, e depois fui pro quarto pra jogar um pouco.

No meio do jogo eu ouço um latido do Feijão. Fiquei um tempo parada vendo se era minha mãe chegando do supermercado. Como não ouvi o barulho da corrente do portão resolvi ir lá na frente pra ver o que tinha acontecido.

Cheguei lá na varanda ele não tava lá, comecei a chamar ele, assobiar, olhei o cantinho dele, olhei do lado de casa, no quintal, comecei a ficar desesperada, fui por trás de casa pra avisar ao meu irmão pra me ajudar a procurar.

Quando vou na porta que vai pra cozinha o filho da mãe tava na cozinha olhando pra mim Todo feliz, com a língua pra fora, como se estivesse falando "Tava me procurando? Tava aqui o tempo todo. LOL".

E a outra foi que eu tava fazendo minha escova no meu cabelo, tava sem blusa por que secador me dá calor, e tava com o cabelo todo enrolado com 1/4 seco, 1/4 molhado preparando pra secar, e o resto embolado em cima da minha cabeça.

Até que o Feijão começou a chorar diferente, como se fosse de dor. Fiquei desesperada mais uma vez.

Ele ainda tava na varanda, e lá na varanda tem uma rede que na borda tem umas cordinhas que eu sempre tive medo dele se enforcar, mas eu sempre coloquei a cordinha pra dentro da rede.

Mas não sou a única que usa a rede né? Fui me enrolando na primeira blusa que eu encontrei e fui com grampo e tudo lá pra frente gritando "mãe, o feijão tá se enfocando na rede".

Cheguei lá ele tinha de alguma maneira enrolado a cordinha entre o queixo e o dente...tipo, acho que ele foi morder a corda e deu voltas, e tava apertando o queixinho dele. Eu e minha mãe desesperadas tentando tirar a corda, e quando conseguimos ele ficou todo quietinho, meio que traumatizado. Minha mãe foi brincar um pouquinho com ele pra ele não ficar tão assustado, foi quando caiu a ficha que eu estava com a blusa ao avesso, com grampo no cabelo, cabelo daquele jeito, descalça na frente de casa (minha casa é cercada por grade).

Saí correndo pra dentro de casa.

Nada como um dia agitado não?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

24/10

Tava no provador brincando com as roupas das bailarinas.

- Ori, ocorreu uma urgência, o [não lembro o nome] está muito nervoso e só quer tocar com uma mão, tem como você tocar com a mão esquerda a música [não lembro qual].

- Mas eu nunca toquei essa música...

- Não tem problema, é fácil, toma a cifra, você tem meia hora pra ler ela.

Fui pra sala de instrumentos correndo pra pegar um teclado. Num demorou muito ele aparece.

- Você enlouqueceu? Temos 10 minutos, corre pra lá!

Anunciaram o nome do guri, eu tava tremendo e ainda com o chapéu de uma das dançarinas.

Eu apareci no meio e percebi que todo mundo calou, meio que se perguntando “o que que essa garota tá fazendo junto?”.

A luz apagou e só ficou um holofote em cima de mim e do guri e do teclado a nossa frente. Meu desespero sempre se acalma nessas situações, por que sempre fica um breu a minha frente, e todos se calam pra ouvir. Parece que estou sozinha no meu quarto.

Começou a tocar e até que deu certo, a música era popular, e dava até pra brincar um pouco. Lembrei que eu estava com o chapéu de uma das dançarinas. Até que estava estiloso, mas eu estava tão nervosa, e na época era tão tímida que bem devagar eu fui tirando o chapéu e largando no chão.

Minhas mãos que estavam tremendo não tremiam mais, a música me acalmava, e acho que até o meu relaxamento fez o guri tocar melhor.

Quando a música terminou teve uns que aplaudiram de pé, talvez eram os pais do guri, mas eu tenho certeza que tinha um grupo de amigos que adoravam me ver em situações constrangedoras, e os meus pais que babavam na primeira fila.

Saí de fininho e o mestre vira pra mim e fala “tá indo aonde? Você é a próxima. E coloca o chapéu que teve gente que gostou. Anda, anda, anda!”


ps.: Da época que teclado era o meu refúgio.